A gente ficou sozinho e aquela fachada de "amizade recente" caiu na hora. O primeiro beijo foi faminto, cheio da adrenalina de quem acabou de se conhecer.
Ficamos ali no carro em frente ao portão, na rua deserta e meio escura, iluminada só pela luz amarelada e fraca do poste.
Um beijo com fome, apressado, puro desejo. Língua com língua, lábios encaixados perfeitamente, um beijo quente seguido por um convite pra ir além. Como a gente não se conhecia, tudo era exploração. Cada centímetro de pele era novidade, cada reação, uma surpresa maravilhosa.
Minha mão passeava pelo corpo dela, sentindo o calor do toque. Uma mão segurava a nuca, os dedos entrelaçados nos cabelos lisos, puxando de leve. Minha boca desceu pro pescoço, a língua pincelando a pele macia, arrancando um gemido ofegante que a fez suspirar.
— Uh, espera... — ela disse, mas eu não parei.
Desci a mão buscando espaço por dentro do short. Por baixo da roupa, senti o quanto ela estava molhada, a umidade quente nos meus dedos. Toquei com vontade. Ela inclinou o quadril pra frente, se deitando pra trás pra me dar espaço. Enfiei os dedos o máximo que pude; com a lubrificação, foi até fácil. Os gemidos no meu ouvido me deixavam doido enquanto ela gozava na minha mão, me dando mais um beijo com a boca gelada.
— Ai... ahhh — ela respirava fundo, encostada no banco.
— Se eu deixar, você me come aqui mesmo, né?
Nem respondi. Só beijei ela de novo, dessa vez mais carinhoso, segurando o queixo, respirando bem perto e olhando nos olhos dela, sentindo meu prazer explodir na calça e marcar o volume. Peguei a mão dela e guiei até meu membro. Ela ficou alisando devagar, massageando e apertando aos poucos, sentindo o tamanho.
— Se você quiser, como sim!
— Sei não...
— Vamos pra outro lugar?
— Não! Hoje não.
— Vai me deixar assim? — olhei pra ela, quase implorando por um alívio, e ela entendeu na hora.
Rolava uma liberdade enorme porque não tinha aquele peso de expectativa. Era algo totalmente físico, visceral, focado só no momento.
Não precisei falar mais nada. Ela foi desabotoando minha calça e abrindo o zíper. A Kelly me olhava meio receosa, como se tivesse medo do que ia encontrar ali. Devagar, colocou a mão por baixo da cueca, tirando meu pau pra fora. Me olhava assustada e calada, com um jeito de menina inocente. Baixou o rosto, encarando aquele membro que segurava pela base. Olhou no fundo dos meus olhos de novo e aproximou o rosto, se inclinando no banco pra achar uma posição melhor. Reclinei meu banco totalmente, ficando deitado e dando espaço pra ela fazer o que quisesse de mim.
Senti a língua dela tocar a glande, os lábios percorrendo toda a extensão. A boca quente e molhada abocanhando tudo enquanto me encarava, a língua girando em volta e me deixando louco. A mão subia e descia num movimento lento, fazendo círculos como se apertasse um parafuso, enquanto os lábios sugavam com força, com vontade.
— Deixa eu ver — ela me olhou fixo, com um semblante que me dava um prazer indescritível correndo pelo corpo todo.
Segurei no cabelo dela pra ver a cena inteira: ela abocanhando o que conseguia, quase engolindo tudo até a garganta, chupando ora com delicadeza, ora com uma voracidade de enlouquecer. As duas mãos me apertavam subindo e descendo no meu membro até cansar. Esfregando a cabeça do pau com o polegar, voltou a chupar, batendo na bochecha e colocando pra dentro da boca de novo. Agora com avidez e força, chupava e se movia com maestria. Eu estava quase no limite. Dei um último gemido prestes a gozar, mas ela me interrompeu.
— Vamos entrar.
— Não, melhor não. E se ouvirem a gente?
— Estão todos dormindo. A gente pode ficar no sofá da garagem.
A atmosfera depois daquele primeiro beijo no carro tinha um magnetismo que nenhum dos dois conseguia frear. A transição do carro pro sofá foi em silêncio, entre risos nervosos e beijos que cortavam qualquer conversa racional.
Entramos sem dar um pingo de barulho.
O ambiente estava meio escuro, iluminado só pela luz que vinha da porta da sala. Sentei no sofá e ela já veio pro meu colo.
Aquele beijo molhado.
Ela já tinha tirado o short.
Puxou a calcinha pro lado. Com a mão ágil, segurou meu pau e guiou direto pra entrada da boceta, que ainda estava molhada da gozada anterior. Quando me sentiu entrar completamente, soltou um gemido abafado bem no meu ouvido, cravando as unhas nos meus ombros.
— Caralho... que delícia — ela sussurrou, arfando enquanto começava a se mover devagar. — Você não tem noção de como é gostoso sentir esse pau enorme dentro de mim, bem no fundo...
— Você aperta gostoso demais, Kelly... — respondi baixinho, segurando firme na cintura dela.
— É quente e preenche tudo... — ela continuou, olhando bem no fundo dos meus olhos e aumentando o ritmo das cavalgadas. — Eu tava louca pra sentir você assim, me encarando enquanto fode a minha bocetinha.
Minhas mãos mapeavam o corpo dela enquanto ela se segurava em mim, numa mistura de urgência e desejo. Era o momento de achar a pressão certa, o ponto sensível no corpo junto com o ritmo da respiração.
Diferente de um casal antigo, ali tudo era movido pela curiosidade. Tinha uma eletricidade diferente em tocar alguém pela primeira vez.
"Tudo era novidade."
Como a gente tinha se conectado super bem no jantar, o sexo não parecia nada mecânico. Teve uma entrega de verdade. O contato visual era intenso; a gente se olhava como se tentasse decifrar o mistério daquela atração repentina. Aquele segredo misturado com o medo de ser pego no flagra.
Começou com a pressa de quem esperou a noite toda, mas logo desacelera pra uma troca mais profunda. O som da respiração pesada tomava conta do espaço, e cada reação — um suspiro, um arrepio — servia de guia pro próximo passo.
"Uma experiência visceral."
Sem rotina nenhuma, só a surpresa de descobrir que a química na cama era tão forte quanto o papo de horas atrás.
Eu não ia aguentar por muito tempo.
A penetração era apressada. A Kelly sabia exatamente como me vencer naquela disputa de prazer. O ápice veio rápido, eu não aguentava mais segurar, e ela acabou comigo.
— Vou gozar...
Ela levantou na hora. Segurei meu pau apertando com a mão e descarreguei tudo, derramando num jato forte direto no rosto e na boca dela, me fazendo arfar.
— Que gostoso! — a Kelly exclamou enquanto limpava o rosto com a mão e engolia até a última gota do meu gozo.
Depois, o silêncio que se seguiu não era necessariamente desconfortável, mas era carregado de uma pergunta silenciosa:
"E agora?"
Agíamos como amigos que se divertiram muito ou talvez seria como o início de um romance intenso?
O início da madrugada era acompanhado de sorrisos tímidos e a percepção de que "pulamos etapas", o que pode criar um vínculo único ou uma história engraçada para contar depois.
Minutos depois, ainda recuperando o fôlego e envoltos no abraço, o silêncio é quebrado. A vulnerabilidade de estarem quase nus diante de um "estranho" traz uma leveza cômica. Passando a mão pelo corpo dela, ainda meio incrédulo.
— Que leitinho delicioso.
— Gostou? — realmente estava doce, senti meu próprio gosto com o beijo que ela me deu.
— Delícia. A gente pode sair sábado. O que acha? — ela concluía enquanto engolia as gotas restantes do meu gozo, com a língua limpava os lábios. Não resisti e beijei-a de forma vigorosa.
— Sim, vamos. Eu confesso que não planejava isso quando saí de casa hoje. — respondi empolgado.
— Ninguém planeja. Se a gente tivesse tentado forçar esse clima na pizzaria, provavelmente teria sido um desastre. — dando uma risada curta, encostando a cabeça no meu ombro.
— Verdade. Mas eu tenho que confessar... desde o segundo que te vi, quando você começou a falar sobre seu nome e me deu os beijos no meu rosto, eu já estava pensando em como seria o seu beijo. — sorrindo e olhando pra mim.
— Só o beijo? Que mentira deslavada. Mas tudo bem, eu deixo passar porque a conversa foi boa de verdade. E o resto... bom, o resto você já sabe.
— É estranho sentir que te conheço há anos e, ao mesmo tempo, não saber nem qual é o seu nome direito?
— Um pouco. Mas temos a noite inteira para você decorar. Ou a vida toda, se você quiser.
O clima terminou com uma mistura de alívio e empolgação. A tensão foi resolvida, mas a curiosidade sobre quem era aquela pessoa só aumentava.
Nos despedimos com mais um beijo e os números de telefones trocados. kelly me acompanhou até o portão, esperei ela fechar para então ir embora, de certo modo aliviado, mas eu queria mesmo era sentir ela mais e mais, eu todo enfiado nela mais uma vez.
No meio do caminho recebi uma mensagem no telefone, era ela me desejando boa noite e com toda certeza eu tive uma boa não, mas uma excelente noite! Respondi.
“Contando os minutos para sábado."
"Estou ansiosa para te ver novamente! Bjus"