Doces Contos

Primeiro Namorado • Parte 4

Dominados pelo prazer

O clima na casa tinha acalmado depois daquele almoço de sábado. Minha mãe foi para o quarto assistir à TV, meu pai se esticou na rede do quintal para ver o futebol, e o silêncio da tarde só era quebrado pelo som distante do narrador do jogo.

Enquanto isso, eu e o Ronaldo estávamos na varanda, do lado da garagem, dividindo a sobremesa. O perigo da situação era o que deixava tudo mais gostoso: estávamos bem em frente à janela do quarto onde a minha mãe deitava. Qualquer barulho mais alto e o disfarce caía.

Depois daquela loucura na sala, eu tinha tomado um banho e colocado outro vestido, um pouco mais comprido, de tecido bem leve, que balançava com o vento. Mas o segredo estava por baixo: uma calcinha de renda preta, totalmente transparente. Eu sabia o poder que aquela peça tinha. Comecei a provocá-lo com olhares incisivos e carinha de safada, lambendo a colher melada da delícia gelada. Ele tinha esse dom de adivinhar o que eu estava querendo.

Eu estava sentada no murete da varanda, saboreando o sorvete que aliviava o calor, quando o Ronaldo se aproximou. Ele parou bem na minha frente, bloqueando a visão de quem olhasse de fora, e apoiou as mãos nas minhas coxas. Com o pretexto de arrumar o meu vestido que tinha subido um pouco, ele puxou o tecido leve mais ainda, mostrando as minhas coxas brancas.

Foi o suficiente.

Através da renda transparente, a minha boceta — que ainda estava rosada e sensível do round anterior — ficou completamente à mostra para ele. Dava para ver tudo. O Ronaldo engoliu em seco, e os olhos dele ganharam aquela faísca de safadeza pura que eu tanto amo.

— Você não tem juízo nenhum, né, Aline? — ele sussurrou, a voz sumindo na garganta enquanto o dedão dele acariciava a lateral da calcinha, sentindo que eu já estava umedecendo o tecido de novo.

— Quem disse que eu quero ter juízo com você por perto? — provoquei, olhando nos olhos dele e de rabo de olho para a janela fechada da minha mãe, sentindo a adrenalina disparar.

Ele não resistiu e se enfiou no meio das minhas pernas, me prensando contra a parede da varanda. Com uma das mãos, ele levantou o meu vestido até a minha cintura, enquanto a outra foi direto na minha calcinha, passando o dedo de leve por cima, provocando com o carinho que fazia no meu clitóris. Eu não resisti e inclinei a cabeça para trás em aprovação. Senti ele puxando o tecido de renda fina para o lado com uma urgência deliciosa.

Dessa vez eu queria dominar.

Empurrei ele até o banco pequeno de madeira que minha mãe usava para cuidar das flores que cultivava no jardim. Fiz ele sentar. Enfiei-me nas entrepernas dele, apoiei-me em suas coxas, ajoelhada no chão. Abri a calça dele sem fazer alarde. Baixei a cueca buscando encontrar o que tanto desejava: o pau dele saltou, estava duro e quente, do jeito que gosto. Mordi o lábio inferior em desejo pelo que via.

— Não é perigoso? E se alguém aparecer? — ele perguntou, mas já estava entregue.

O Ronaldo se deliciava com o prazer que eu proporcionava naquele momento, enfiada no entre pernas dele com o pau dele na boca, chupando sem modéstia, com fome. Ele segurou o fôlego para não soltar nenhum gemido que pudesse ecoar pela garagem. Então, ele puxou meu rosto, me encarou e deu um beijo apaixonado.

— Safada… — ele murmurou no meu ouvido. Retomei o vai e vem gostoso, extremamente fundo, até a minha garganta.

— Se continuar, eu vou gozar… — ele sussurrou, sentindo o prazer tomar conta.

Levantei do chão.

Virei de costas para ele, ficando de frente para o portão, de olho em qualquer movimento na rua. Aproveitando que o vestido comprido cobria tudo por fora, caso alguém passasse pela garagem, guiei o pau dele, que já estava rígido e latejando, até a entrada da minha boceta completamente ensopada. Com uma das mãos eu me apoiava na coxa dele; com a outra, puxei a calcinha de renda para o lado e posicionei a cabeça daquele membro de verdade bem na minha entrada.

O pau dele abriu caminho. Comecei um sobe e desce curto, controlando a descida até onde eu aguentava sentir ele entrar todo e sair, para depois voltar a me preencher.

— Ai, pau gostoso… — resmunguei baixinho, segurando o ar para o som não ecoar.

Sentindo que eu estava no comando, o Ronaldo perdeu a paciência. Ele segurou firme na minha cintura, me suspendeu um pouco e o pau dele entrou de uma vez só, quente, bruto e rígido. Tive que morder o lábio com força para abafar o grito de prazer que subiu pela garganta.

— Aí, safado. Assim você acaba comigo. — fiquei molinha na hora com aquela rola pulsando dentro de mim.

Diferente do sofá, ali o ritmo era lento, uma tortura gostosa. Cada estocada dele era cirúrgica, me preenchendo até o talo enquanto ele controlava os movimentos para não fazermos barulho — porque se dependesse do meu desespero, a casa inteira já saberia. O contraste do medo de ser pega com o calor da carne dele me invadindo fez meu peito subir e descer num ritmo frenético. O Ronaldo dava leves apertadas no meu pescoço para abafar a minha respiração gemente.

Aquilo foi o ápice da cumplicidade. Olhando para a janela da minha mãe a poucos metros, eu sentia meu corpo travar inteirinho de tanto tesão. Virei o rosto para trás, caí no peito dele num beijo molhado, nossas línguas se envolvendo enquanto o pau continuava cravado na minha boceta. Sentia o atrito do tecido leve do vestido esfregando entre nós a cada movimento.

Voltei para a posição, e o Ronaldo, impaciente, levantou o vestido de vez para ter a visão completa daquela safadeza. O safado acelerou as bombadas, me fodendo com uma força contida que me fez derreter por dentro.

— Vai, continua… quero gozar, hummm, com teu pau na minha boceta. Mete, mete — falei no ouvido dele.

Não deu outra. Gozei ali mesmo, tremendo da cabeça aos pés, abafando o meu orgasmo no ombro da camisa dele, enquanto sentia o meu próprio gozo escorrer quente pelo pau dele, lubrificando ainda mais o estrago.

Eu estava mole, com as pernas bambas, mas o Ronaldo ainda estava no meio do processo. Sentir a minha boceta contraindo ao redor do pau dele por causa do orgasmo foi o estopim que faltava para o meu homem perder o restante do controle que tinha.

Era a vez dele.

Ele deu um rosnado baixo, colando a boca no meu pescoço, deixando uma mordida ardida bem na junção com o ombro.

— Agora é minha vez, aguenta… — ele sussurrou, a voz totalmente arrastada, grossa de puro tesão.

Ele segurou meus dois quadris com as mãos pesadas, me fixando na posição, e começou a socar com vontade. Não era mais o ritmo lento de antes; a urgência dele tinha mudado. O pau dele entrava e saía estalando de tão molhado, batendo no fundo do meu útero a cada investida. Eu segurava no murete da varanda com as duas mãos, as unhas quase arranhando a pintura, tentando me manter de pé enquanto ele me dava aquela surra gostosa de pica.

Eu olhava para o portão e as imagens passavam como um borrão na minha cabeça: o risco de alguém aparecer, a janela da minha mãe logo ali, o futebol do meu pai ao fundo... e o Ronaldo me fodendo por trás sem dó. O calor dele me empurrando para a frente a cada estocada me fazia arfar pesado.

Ele aumentou a velocidade. Dava para ouvir o som úmido do encaixe perfeito dos nossos corpos ritmando com os tapinhas suaves que a bacia dele dava na minha bunda.

— Caralho, você aperta demais... vai me matar — ele falou entre dentes, os movimentos ficando mais curtos e violentos, sinal de que ele estava no limite.

Ele deu mais três estocadas fundas, daquelas de me fazer perder o chão, e travou o corpo dele contra o meu. Senti o pau dele pulsar lá dentro, injetando uma onda quente que me preencheu por completo. O Ronaldo afundou o rosto no meu cabelo, respirando como quem tivesse corrido uma maratona, despejando tudo em mim até a última gota.

Ficamos ali colados, parados por alguns segundos, os dois corações batendo no mesmo ritmo, esperando a adrenalina baixar e as pernas pararem de tremer. Ouvindo o som do vento e o gol que o pai comemorava lá no fundo do quintal. Trocamos um sorriso cúmplice, levantei fazendo o gozo dele escorrer pela minha perna, ele ajeitou as calças e puxou o meu vestido de volta ao lugar.

— Vem, vamos entrar…

Fui direto ao banheiro me limpar, assim como ele logo em seguida. Voltamos a comer a sobremesa sentados no sofá, como se nada tivesse acontecido, mas com aquele sorriso de quem sabia que o sábado estava só começando.

A tarde do sábado estava se aproximando do fim , o sol sumindo aos poucos, e depois de tanta adrenalina, a tarde pedia um clima que misturasse aquele cansaço gostoso pós-sexo com a cumplicidade de estarmos dividindo o mesmo espaço com meus pais por perto.

Depois da prova de prazer na garagem, o sofá da sala virou o nosso porto seguro. Meu pai continuava na rede, devia tá roncando, como costume entregue ao sono do pós-almoço, e o som da TV da sala, passava um filme antigo que nenhum de nós dois estava prestando atenção.

Deitei de lado, encolhendo as pernas no estofado, e apoiei a cabeça no colo do Ronaldo de verdade dessa vez. Eu estava exausta, com aquela moleza gostosa que dá no corpo quando a gente goza bem, mas a minha mente continuava flutuando naquele ritmo que ele tinha ditado na varanda. O Ronaldo deslizou os dedos compridos pelo meu braço, fazendo um carinho leve que me dava arrepios contidos. Na outra mão ele segurava o celular, fingindo ler alguma coisa, mas de vez em quando ele inclinava o rosto para baixo só para me dar um beijo rápido na testa ou no topo da cabeça. O cheiro do perfume dele, agora misturado com o calor da nossa pele e o cheiro do banho recente, era o meu calmante favorito.

Lá pelas quatro da tarde, a porta do quarto se abriu e a minha mãe apareceu na sala, com o cabelo meio bagunçado do cochilo.

— Nossa, apaguei — ela disse, bocejando e olhando na direção do quintal escutando o ronco alto que meu pai deu bem na hora. Ela saiu em direção a ele. E de onde estava escutava os dois.

— Carlos! Acorda, homem, vai acabar com o seu sono da noite. De onde estava deu pra sentir o sobressalto que meu pai deu, fazendo Ronaldo segurar o riso do meu lado.

— Que foi? Quem ganhou? — meu pai resmungou, minha mãe revirou os olhos voltando para a cozinha.

— O jogo acabou faz tempo, Carlos. Vai lavar o rosto que vou passar um café fresquinho para a gente. Ronaldo, Aline, vocês querem?

— Opa, dona Marta, um café vai bem agora — o Ronaldo respondeu, com aquela voz de bom moço que quase me fazia esquecer o quanto ele tinha sido bruto e safado comigo uma hora atrás.

Enquanto a minha mãe ia para a cozinha e o meu pai ia para o banheiro, Ronaldo aproveitou o tempinho de privacidade. Ele inclinou o corpo sobre o meu, apoiando as mãos no sofá, me cercando. Os olhos dele ganharam aquela faísca escura de novo. Ele segurou o meu queixo com os dedos fortes e me deu um selinho demorado, daqueles que começam calmo e terminam com um aperto de lábios que me fez lembrar exatamente do tamanho daquela cabeçona me preenchendo.

— Você tá muito quieta — ele sussurrou contra a minha boca. — O que tá passando nessa cabecinha?

— Tô pensando em como você é um ator de primeira — brinquei, passando a mão pelo peito da camiseta dele. — Olha você, conversando com a minha mãe como se não tivesse acabado de comer a filhinha dela na varanda.

Ele deu um sorriso de canto, aquele que acabava comigo, e mordeu o meu lábio inferior de leve antes de se afastar, bem na hora em que o meu pai voltou para a sala.

O final da tarde seguiu nesse ritmo morno e gostoso. Nos juntamos na mesa da cozinha para tomar o café com bolo que a minha mãe serviu. O Ronaldo e o meu pai engataram uma conversa comprida sobre o campeonato de futebol e o trabalho, e eu fiquei só observando os dois. Por baixo da mesa, dessa vez, não teve provocação física. Mas os nossos olhares se cruzavam o tempo todo. Cada vez que o Ronaldo me olhava de lado enquanto tomava um gole de café, era como se ele estivesse me dizendo:

“Espera a gente ficar sozinho de novo”.

A tarde foi caindo, o céu lá fora foi ficando alaranjado através da janela da cozinha, e o calor do corpo dele perto do meu me dava a certeza de que a noite de sábado seria ainda mais longa.

Parte 3 Parte 5

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