Doces Contos

Primeiro Namorado • Parte 5

O fim que desejamos...

A noite tinha tudo para ser o grandioso ato final daquele sábado. Sair com o carro do meu pai para lanchar no centro trazia uma nova camada de liberdade e romance, mas, conhecendo o Ronaldo e o fogo que acumulamos o dia todo, o nosso jeito de "comportados" não ia durar muito tempo.

"Não se dependesse de mim."

Meus pais estavam comemorando mais um aniversário de casamento e, como eles mesmos afirmam, é o nosso aniversário, não queriam nem saber dos filhos por perto. Meu pai costuma levar minha mãe para jantar e beber e, como nos anos passados, este não seria diferente. Só que dessa vez meu cunhado não estava disponível, pois a filhinha deles tinha acabado de nascer. Então, para levá-los ao restaurante como de costume, minha mãe pediu para o Ronaldo, e ele, de prontidão e cheio de bondade, não hesitou de nenhuma forma.

Os dois foram nos bancos da frente. Ronaldo dirigia sob o olhar atento do sogro enquanto trocava olhares comigo pelo espelho retrovisor. Dona Marta, minha mãe, estava um escândalo com um vestido decotado e uma pequena bolsa de alcinha pendurada no ombro. Apesar da idade, os dois sabiam como se divertir em casal. Afinal, já há muitos anos juntos, achei que não seria diferente.

É logo em frente — meu pai respondeu.

Minha mãe ajeitou o vestido e logo chegamos ao restaurante. Um lugar chique, música calma e muitos casais da mesma faixa etária. Meu pai desceu e abriu a porta do passageiro para minha mãe. Os dois mal se despediram e foram subindo as escadas do lugar. Fui para o banco da frente por entre os assentos assim que o carro começou a se movimentar, sem nem o Ronaldo esperar.

"Dei-lhe um beijo…"

— Vamos comer alguma coisa, amor?

— Aquele sanduba com batata frita que você ama! — ele logo respondeu.

— Parece que tu lê meu pensamento! — encarei-o com um brilho nos olhos enquanto ele dirigia.

Passamos uma hora na lanchonete comendo, rindo e conversando, mas quem disse que o tesão que tinha sido plantado o dia todo tinha sumido? Estava ali, guardado, só esperando a menor brecha. Depois de comermos o lanche, demos uma volta pelo centro enquanto eu me deliciava com o sundae de chocolate, e a adrenalina de estar com o carro do meu pai falou mais alto. No caminho de volta, o Ronaldo pegou um caminho diferente pela rua ao redor da praça onde o pessoal costuma fazer caminhada. A provocação começou com o carro ainda em movimento: fui deslizando a mão pela coxa dele, sobre a calça, enquanto ele dirigia.

— Para aqui um pouco! — pedi, e ele foi logo atendendo ao meu pedido.

Quando ele estacionou, o lugar estava quase sem movimento, com algumas pessoas passando na calçada a alguns metros à frente. O meu jeito de safada e o fetiche foram alimentados ainda mais com o pensamento de estar fazendo aquilo no carro do meu pai, sabendo que qualquer pista entregaria nosso ato. O carro precisava estar limpo, sem nenhum vestígio do estrago que viéssemos a fazer ali.

O perigo de estar perto do movimento de estranhos deixava tudo mil vezes mais quente — sem contar que era o carro do meu pai!

Esse contraste do público com o proibido era uma marca registrada minha — ou dos dois, quem sabe. Dava para ouvir o som dos carros passando na avenida atrás da gente e o falatório das pessoas na frente enquanto caminhavam. Ele parou o carro perto de um quiosque vazio e ao lado de uma árvore frondosa, com os faróis desligados e o som do rádio num volume bem baixinho.

Eu não esperei ele nem puxar o freio de mão direito. O vestido de tecido leve facilitava tudo. Me soltei do cinto de segurança e me inclinei por cima do console central, ficando de joelhos no banco do passageiro e jogando o corpo para o lado dele.

— Aline, aqui? No carro do seu pai? — ele sussurrou, os olhos brilhando de malícia enquanto olhava pelo vidro e pelo retrovisor para garantir que ninguém vinha vindo.

— Exatamente aqui — respondi com a voz arrastada, já metendo a mão na calça dele.

Abri o zíper sem nenhuma modéstia.

O pau do Ronaldo saltou para fora da cueca, gigante, latejando e já completamente rígido, refletindo a luz fraca dos postes da rua. Aquilo era uma covardia. Mordi o lábio, me posicionei entre as pernas dele no espaço apertado do banco do motorista e o puxei pela nuca, colando nossas bocas num beijo rápido e ardente antes de descer o rosto direto para o meio das pernas dele.

O Ronaldo deu um sobressalto, afundando as costas no banco de couro, e segurou firme no meu cabelo. O espaço era curto, o que deixava a brincadeira ainda mais gostosa porque meu corpo ficava colado no dele. Comecei um vai e vem guloso, engolindo até onde a minha garganta aguentava, sentindo o gosto dele e o calor que aquele homem emanava.

A minha boca, numa mistura de gelado e quente por causa do sorvete, fazia ele entrar em desespero.

— Caralho, Aline... para, assim você me quebra — ele murmurou entre dentes, olhando fixo para o vidro da frente, vigiando a rua enquanto eu trabalhava com a língua e com os lábios lá embaixo.

A adrenalina de saber que o carro era do meu pai, que estávamos a poucos metros de uma movimentação e que qualquer pedestre poderia passar e olhar pelo vidro escuro do carro fazia a minha boceta pulsar de um jeito absurdo, molhando a calcinha e o banco do passageiro por onde eu estava apoiada.

Eu olhava para cima de rabo de olho, vendo a expressão de prazer misturada com a tensão no rosto dele. Usei uma das mãos para massagear a base do pau enquanto continuava chupando com vontade, fazendo aquele barulho úmido e gostoso que tomou conta do interior do carro. O Ronaldo já estava no limite, arfando pesado, dando leves impulsos para a frente, totalmente entregue ao ritmo da minha boca. Eu sentia os dedos dele cravados no meu couro cabeludo, o corpo dele travando, dando sinal de que ele estava a um fio de gozar tudo ali mesmo.

"Foi aí que a minha safadeza falou mais alto."

Com um estalo úmido, tirei a boca do pau dele de uma vez só. Deixei ele ali, com o bicho gigante, latejando e brilhando no escuro do carro, totalmente na vontade.

— Ah, não... para, Aline. Tá de brincadeira? — ele reclamou, a voz totalmente rouca, me encarando com uma mistura de choque e pura frustração.

— No carro do meu pai não, mô... — brinquei com a voz mansa, limpando o canto da boca com o dedão e dando um sorriso de canto que eu sabia que ia deixar ele louco. — Guarda esse resto de energia para quando a gente chegar em casa.

Ajeitei o meu vestido, voltei para o banco do passageiro e travei o cinto de segurança. O Ronaldo ficou possesso. Ele deu um soco de leve no volante, soltando um palavrão entre dentes enquanto tentava ajeitar o pau de volta para dentro da cueca — o que, pelo tamanho do estrago, foi uma tarefa quase impossível. Ele fechou o zíper bufando.

— Você é foda... Você adora me deixar assim, né? — ele reclamou, dando a partida no motor com uma ignorância gostosa, pisando no acelerador com mais força do que o normal.

O caminho de volta para casa foi uma delícia de tensão. O Ronaldo dirigia sério, de cara amarrada, mas de vez em quando ele me olhava de lado com aqueles olhos escuros de quem estava prometendo uma vingança das boas assim que cruzássemos a porta do quarto. Eu ia o caminho todo rindo, curtindo a minha vitória de ter o controle da situação, cruzando as pernas e sentindo a minha própria boceta latejar de expectativa pelo que vinha a seguir. O clima dentro daquele carro estava tão quente que parecia que os vidros iam embaçar.

Quando ele finalmente estacionou na garagem da minha casa, o silêncio do bairro demonstrava o que estava por vir com os meus pais fora. O Ronaldo desligou a chave, virou para mim no escuro do carro e disse bem baixinho, com a voz que me dava arrepios:

— Tomara que a sua cama velha aguente o tranco, Aline. Porque eu vou te cobrar cada segundo dessa brincadeira.

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