Doces Contos

Conto Erótico - Sussurros proibidos

Esposa infiel e o vizinho chantagista - Parte 1

Jussara conhecera o marido ainda na adolescência. Com o tempo, ele passou a voltar mais suas atenções para o trabalho e nunca tinha tempo para ela.

Como ele era dessa maneira e por confiar demais na esposa, não se importava quando ela dizia que dormiria na casa da mãe.

Por ser uma mulher bonita e muito fogosa, Jussara não passava despercebida na rua. E como homem de fora adora uma aliança, ela constantemente era assediada. Não demorou muito para ter seus casinhos extraconjugais, e o marido nunca desconfiara de nada.

Até que um novo morador chegou à vizinhança.

Jussara não continha os arrepios em seu corpo cada vez que se encontrava com Vicente por alguma calçada do bairro, já que este residia em uma rua bem próxima.

Quando estava na companhia de Carlos, seu marido, ela não olhava para Vicente.

Sua forma dissimulada o intrigava. Já quando se encontrava sozinha, Jussara, sem nenhum pudor, só faltava comer o vizinho com o olhar.

Desde que Vicente se mudara, ela tinha sonhos eróticos, desejando estar em seus braços, e fazia comparações entre o corpo dele e o do marido. Carlos era um sujeito simples, sem muitos atrativos. Já o novo vizinho não: sua pele bronzeada, sua altura e seus músculos definidos faziam com que Jussara ficasse molhada todas as vezes que o encontrava ou pensava nele. Apesar de já ter transado com vários tipos de homens — do mais novo ao mais velho, do homem magrelo ao mais robusto, do branquelo ao homem negro —, Vicente tinha o tipo ideal, com uma cara de puro cafajeste.

Em uma das noites em que avisara ao marido que dormiria na casa da mãe, Jussara teve uma surpresa. Ao entrar no carro de mais um de seus casos, Vicente passava no momento exato e a reconheceu, mesmo sendo noite, jogando em sua direção um sorrisinho cínico. Ela não poderia voltar atrás, pois assinaria o atestado de corno do marido.

Umas duas semanas depois, Carlos chegou do trabalho lhe contando a novidade: Vicente agora se tornara seu colega de trabalho e, por serem vizinhos, o convidara para o jantar na noite seguinte, querendo saber se ela não se importaria.

Surpresa, Jussara tentou disfarçar o seu descontentamento e, ao mesmo tempo, a sua frustração.

E se ele resolvesse contar tudo ao seu marido? Agora estavam trabalhando juntos.

Não dormiu a noite inteira pensando na possibilidade e com receio de sua reação, pois Vicente era seu objeto de desejo.

Na noite do jantar, uma sexta-feira, o marido chegou avisando que Vicente havia passado em casa para tomar banho e logo apareceria.

Jussara não continha a sua ansiedade.

Quase uma hora depois, a campainha foi acionada.

Era ele, sendo recebido cordialmente pelo dono da casa e, logo em seguida, apresentado.

Bebidas foram oferecidas.

Jussara achou melhor não ingerir nenhum tipo de álcool por não saber o que poderia acontecer.

Vicente foi muito educado durante a noite. Jussara evitava ficar muito tempo com eles, dando a desculpa de que precisava terminar o jantar.

Após a refeição, foi inevitável: Carlos os deixou sozinhos na sala e seguiu para o lavabo.

Ela se encontrava um pouco sem jeito.

Vicente percebeu a sua reação e comentou sobre a noite em que a viu entrando no carro de um homem por ele desconhecido, dizendo que teriam outras oportunidades para saber de mais detalhes.

Algum tempo depois de Carlos retornar, Vicente se despediu, não querendo se prolongar para não tirar a privacidade do casal.

No domingo, Carlos foi ao jogo de futebol.

Vicente apareceu sem avisar.

Ele sabia que ela estaria sozinha. Usando de seus artifícios, arrancou de Jussara o que tanto queria ouvir: ela realmente traíra e continuava traindo o marido várias vezes.

Jussara contou um pouco da vida do casal.

— Quero ser o seu cúmplice! — disse Vicente.

— O quê? — perguntou ela, surpresa.

— Ou você aceita a minha proposta ou eu conto tudo para o Carlos — ameaçou Vicente.

— Explique então o que deseja — quis saber Jussara.

— Você acha que eu não percebi o seu olhar de tesão para o meu lado? Você me deseja. Deseja a mim mais do que ao seu próprio marido — disse Vicente.

— Diga logo o que quer que eu faça — pediu Jussara.

— Esteja pronta na quarta-feira. Diga ao seu marido que dormirá com sua mãe, como sempre, pois ele já está acostumado. Um carro a pegará no mesmo horário daquela noite e a conduzirá a um motel de minha preferência. Já está tudo no esquema...

— O quê? — ela o interrompeu.

— Quem dá as cartas aqui sou eu. Você não está em posição de discordar de nada — disse ele.

Jussara não teve outra opção a não ser concordar com o que Vicente lhe propusera.

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